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Durante dez mil anos, o Chipre foi uma mistura de grandes civilizações.
Desde os povoados Neolíticos na costa norte aos Impérios Egípcio, Persa, Romano, Veneziano, Otomano e Britânico, a sua localização estratégica no cruzamento entre o Este e o Oeste
dotou a ilha com uma história rica e colorida ao longo dos séculos. No decurso do seu vibrante passado, o Chipre foi visitado pelos romanos, Alexandre, O Grande e Ricardo Coração de Leão, só para nomear alguns, cada um deixando para trás as suas marcas únicas. O Chipre foi povoado pela primeira vez na Época do Neolítico, podendo ser vistos nos museus cipriotas uma quantidade fascinante de artefactos descobertos em habitações rupestres que datam de 7000 A.C.
Do ano 3000 a 700 A.C., o Chipre começou a destacar-se como centro de comércio, com as minas de cobre a atraírem os mercadores de todo o Mediterrâneo. Atraídos pelas crescentes oportunidades, os colonos chegavam vindos da Anatólia Turca e da Síria, trazendo para o Chipre a nova arquitectura Fenícia do Levante, o fabrico da cerâmica e do metal.

No século VI A.C., os persas adoptaram o Chipre como base para as suas guerras contra a Grécia até ao ano de 333 A.C., quando Alexandre o Grande trouxe um fim súbito ao Império Persa. Governado por Ptolomeudo Egipto durou 250 anos, até que Roma anexou o Chipre durante vários anos, após os quais Júlio Cesar devolveu o Chipre à sua amada Cleópatra, a última dos Ptolomeus, no ano de 46 A.C. Somente após a sua morte, o Imperador Augusto pôde finalmente anexar o Chipre às terras do Império Romano.
Entre os séculos I e X, múltiplas comunidades continuaram a ir para o Chipre, com colonos muçulmanos e bizantinos a coexistirem em relativa harmonia. No entanto, tudo isto terminou quando, em 965 d.c., os bizantinos se apoderaram do Chipre após derrotarem a frota Muçulmana do Califato Egípcio. A precária posição geológica do Chipre revelou-se novamente nos anos de 332 e 365 quando violentos terramotos destruíram muitas das cidades.
O governo bizantino durou até ao século XII, quando o Rei Ricardo Coração de Leão derrotou o príncipe e deu o Chipre a um membro da nobreza medieval francesa, Guy de Lusignan, para financiar as suas expedições. Os lusignanos habitaram no Chipre durante 300 anos, desde o século XII até ao ano de 1489, quando os venezianos capturaram a ilha e a sua imaginação com o impressionante Castelo de Kyrenia, bem como a célebre arquitectura de Famagusta e Nicosia, às quais vale bem a pena fazer uma visita.

O período Otomano no Chipre começou no ano de 1571 e durou mais de três séculos, durante os quais as duas comunidades Cipriotas, Turca e Grega, começaram a emergir. Foi durante este período que foi garantido aos britânicos o direito de governarem o Chipre para o Sultão, num acordo que data do ano de 1878, o qual durou até ao fim da I Grande Guerra Mundial.

 
   
 
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